Questionário para a estimativa da sua Pegada Ambiental
Respondendo estas perguntas você estará refletindo sobre seu comportamento como consumidor e sobre as conseqüências ambientais de seus atos cotidianos
Em casa
1 – Quantas pessoas vivem em sua
casa?
A – ( ) Mais que 3 pessoas
B – ( ) 3 pessoas
C – ( ) 2 pessoas
D – ( ) 1 pessoa
2 – Qual a área de sua residência?
A – ( ) 50 metros quadrados ou menos
B – ( ) 50 a 100 metros quadrados
C – ( ) 100 a 150 metros quadrados
D – ( ) maior que 150 metros quadrados
3 - Em média, quanto tempo você gasta
para tomar banho?
A – ( ) Menos de 5 minutos
B – ( ) Entre 5 a 10 minutos
C – ( ) Entre 10 a 15 minutos
D – ( ) Mais de 15 minutos
4 – Quantos banhos você toma por dia?
A – ( ) 1
B – ( ) 2
C – ( ) 3
D – ( ) Mais de 3
5 – Você costuma tomar banho quente?
A – ( ) Não, prefiro tomar banho frio
B – ( ) Sim, mas somente quando está
fazendo frio
C – ( ) Sim, independente da condição
climática, mas morno
6 – Você desliga o chuveiro para se
ensaboar?
A – ( ) Sempre
B – ( ) Algumas Vezes
C – ( ) Quase nunca
D – ( ) Nunca
7 – Durante a escovação dos dentes
você mantém a torneira aberta?
A – ( ) Nunca
B – ( ) Quase nunca
C – ( ) Algumas Vezes
D – ( ) Sempre
8 – Ao sair dos cômodos você costuma
apagar as luzes?
A – ( ) Sempre
B – ( ) Algumas Vezes
C – ( ) Quase nunca lembro
D – ( ) Nunca
9 – Quantas vezes você usa a mesma
roupa sem lavar?
A – ( ) Mais que 2 vezes
B – ( ) 2 vezes
C – ( ) 1 vez
D – ( ) Nenhuma
10 - Em média, quantas horas por dia a
TV fica ligada em sua casa?
A – ( ) Menos que 30 minutos
B – ( ) 30 minutos
C – ( ) Entre 1 e 2 horas
D – ( ) Mais que 2 horas
11 – Você deixa aparelhos ligados em
stand by?
A – ( ) Nunca
B – ( ) Quase nunca
C – ( ) Algumas vezes
D – ( ) Sempre
12 – Alguma luz costuma ficar acesa
durante a noite?
A – ( ) Nunca
B – ( ) Quase nunca
C – ( ) Algumas vezes
D – ( ) Sempre
13 – Em média, quantas horas por dia o
computador de sua casa fica ligado?
A – ( ) Menos que 30 minutos
B – ( ) 30 minutos
C – ( ) Entre 1 e 2 horas
D – ( ) Mais que 2 horas
14 – Sobre o uso do ar condicionado em
casa
A – ( ) Não possuo
B – ( ) Possuo, mas uso prioritariamente o
ventilador
C – ( ) Uso em dias mais quentes
D – ( ) Uso todos os dias
15 – Sobre a compra de roupas e
sapatos
A – ( ) Compro novos para repor os que
estão imprestáveis e priorizo a reciclagem
B – ( ) Compro de vez em quando para
repor e para ter mais opções
C – ( ) Compro freqüentemente
D – ( ) Renovo o guarda roupa para
manter-me na moda
16 – Quantas vezes por semana a
máquina de lavar é usada em sua casa?
A – ( ) Não possuo
B – ( ) 1 a 2 vezes
C – ( ) 3 vezes
D – ( ) Mais que 3 vezes
17 - Quantas vezes por semana passa-se
roupa em sua casa?
A – ( ) 1 vez
B – ( ) 2 vezes
C – ( ) 3 vezes
D – ( ) Mais que 3 vezes
18 – Você costuma demorar muito
tempo com a porta da geladeira aberta?
A – ( ) Não demoro muito, penso sempre
antes no que vou pegar
B – ( ) Raras vezes demoro um pouco p/
achar o que quero
C – ( ) Muitas vezes me demoro
D – ( ) Nem presto atenção
19 – Você costuma separar seu lixo de
acordo com os materiais?
A – ( ) Sim, em minha casa há recipientes
apropriados para cada material.
B – ( ) Separo o lixo orgânico do reciclável
C – ( ) Separo as vezes papel ou garrafas
D – ( ) Não, nunca me importei com isso.
20 – Em média, como é o lixo que você
produz?
A – ( ) Produzo lixo principalmente orgânico
e em pouca quantidade (pois evito produtos
embalados) e reciclo
B – ( ) Produzo muito, mas encaminho para
reciclagem
C – ( ) Produzo muito e não reciclo
D – ( ) Não sei
Transporte
21 – Qual tipo de combustível você mais
utiliza em seu carro?
A – ( ) Não uso carro
B – ( ) Álcool
C – ( ) Gasolina e Gás Natural
D – ( ) Diesel
22 – Quantos dias você utiliza seu carro?
A – ( ) Não tenho carro
B – ( ) 1 a 2 dias
C – ( ) 3 dias
D – ( ) Todos os dias
23 – Você costuma fazer a “carona
solidária” com seus amigos?
A – ( ) Sempre
B – ( ) Algumas Vezes
C – ( ) Quase nunca
D – ( ) Nunca
24 – Qual meio de transporte você utiliza
para se locomover?
A – ( ) Ando a pé
B – ( ) Transporte coletivo
C – ( ) Bicicleta ou Motocicleta
D – ( ) Carro individual
Alimentação
25 – Sobre suas preferências
alimentares:
A – ( ) Consumo apenas alimentação
natural e orgânica.
B – ( ) Priorizo alimentação natural
C – ( ) Uso indistintamente produtos
naturais ou industrializados
D – ( ) O corre-corre do dia-a-dia exige a
praticidade dos industrializados
26 - Com que freqüência você consome
carne?
A – ( ) Nunca (Vegetariano)
B – ( ) Raramente.
C – ( ) Várias vezes por semana
D – ( ) Todos os dias
27 – Para transportar suas compras
você:
A – ( ) Leva sua própria sacola reutilizável
B – ( ) Quando lembra, leva a sacola
C – ( ) Trás em sacos plásticos, mas evita
usá-los muito
D – ( ) Aceito o modo como é feito
normalmente pelos embaladores nas lojas
No Trabalho
28 – Ao sair de sua sala por longo
período você desliga a luz?
A – ( ) Sempre
B – ( ) Algumas Vezes
C – ( ) Raramente
D – ( ) Nunca
29 – Ao sair de sua sala por longo
período você desliga o ar condicionado?
A – ( ) Sempre
B – ( ) Algumas Vezes
C – ( ) Raramente
D – ( ) Nunca
30 – Em relação à leitura de textos
digitais curtos?
A – ( ) Leio no próprio computador
B – ( ) Imprimo p/ leitura em modo
rascunho e papel rascunho
C – ( ) Imprimo p/ leitura em modo
rascunho
D – ( ) Imprimo p/ leitura
31 - Em relação a trabalhos feitos no
computador:
A – ( ) Imprimo só a versão final
B – ( ) Imprimo uma ou duas versões para
correção em modo rascunho e papel
rascunho
C – ( ) Imprimo várias versões para
correção em modo rascunho e papel
rascunho
D – ( ) Imprimo quantas vezes necessito
32 – O que você costuma fazer com o
papel já utilizado?
A – ( ) Costumo transformar em rascunho
antes de encaminhar para reciclar
B – ( ) Repasso p/ empresas de reciclagem
C – ( ) As vezes reutilizo
D – ( ) Jogo no lixo
33 – Você costuma abrir a janela para
aproveitar a iluminação natural e a
ventilação?
A – ( ) Sempre
B – ( ) Algumas Vezes
C – ( ) Quase nunca
D – ( ) Nunca
34 – Para qual qualidade de impressão a
sua impressora está configurada?
A – ( ) Rascunho
B – ( ) Normal
C – ( ) Alta qualidade
D – ( ) Não sei
35 – Você tem atitudes para amenizar
sua “pegada ambiental” ?
A – ( ) Sim, evito gasto energético e de
matéria prima sempre que possível, planto
árvores e busco ajudar na conscientização
geral
B – ( ) Sim, mas ainda acho que posso
melhorar
C – ( ) Um pouco
D – ( ) Nunca pensei nisto
Somatório
Veja quanto vale cada resposta dada por
você, some os pontos e veja em que
categoria você se encaixa.
A – 1
B – 3
C – 5
D – 7
Até 40 pontos: Você demonstrou ser uma
pessoa totalmente preocupada com o meio
ambiente e faz a sua parte para cuidar dele,
policiando seus hábitos de consumo.
De 41 à 115 pontos: Você demonstrou ser
uma pessoa que pensa em seus hábitos de
consumo e que se esforça para contribuir
com a preservação do meio ambiente.
De 116 à 185: Você demonstrou ser um
consumidor pouco consciente. Precisa rever
seus hábitos de consumo.
Igual ou maior que 186: Você demonstrou
ser uma pessoa totalmente alheia às
problemáticas causadas ao meio ambiente,
fruto do consumo desenfreado. Mude seus
hábitos urgentemente, o planeta precisa
disso.
Fontes:
WWW.ufbaecologica.ufba.br
Berna, Vilmar. Como fazer educação ambiental. São Paulo: Paulus, 2001.
sábado, 27 de março de 2010
Descubra qual é a sua Pegada Ambiental!
segunda-feira, 22 de março de 2010
Águas

NAS ÁGUAS HÁ O FRESCOR)
Ao atravessar o deserto,
O corpo acolhe ardor,
Em oásis descoberto,
Nas águas há o frescor.
Desertos e oásis no Universo,
Expõem aos homens sem tino,
Que antes o feito ao progresso,
Olhem a vida e o seu destino...
A natureza de milhões de anos,
Prevê conviver em mágoas!
Tudo pode ser um ledo engano,
Desde que se preserve as águas.
A ganância e o egoísmo,
Em desprezo à humanidade,
Jogam o bom senso ao abismo,
Fechando os olhos à realidade!
A população é crescente.
Sem regras, água pura faltará,
Urge fazer a poluição ausente,
Ou... a vida se extinguirá!!!
Águas puras nos foram confiadas,
Pelo nosso bom Criador.
Mares, rios e fontes determinadas,
Mostram a vida do bom Feitor...
Para a vida seguir o seu destino,
O Humano deve demostrar amor,
E não o seu lado destruidor!!!
Ainda há tempo, ainda há esperança;
Unidos, vamos usar a temperança...
A água nos transporta à bonança!!!
Autor: Manuel de Almeida (MANAL
Fonte: www.velhosamigos.com.br
domingo, 14 de março de 2010
Protocolo de Quioto
Protocolo de Quioto
O Protocolo de Quioto é conseqüência de uma série de eventos, iniciada com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá em outubro de 1998.
Constitui-se no protocolo um tratado internacional com compromisso rígidos, para a redução da emissão de gases poluentes, que provocam o efeito estufa, considerados como a causa principal do aquecimento global, e para garantir um modelo de desenvolvimento limpo aos países em desenvolvimento.
Este protocolo discutido e negociado em Quioto, no Japão, em 19978, foi aberto para assinaturas em 16 de março de1988; nesta ocasião, 84 países assinaram o protocolo, em cerca de 3ª destes paises o protocolo já se transformou em lei. O mesmo foi ratificado em 15 de novembro de 1999, entrando em vigor, a partir de 16 de fevereiro de 2005.
O documento propõe um calendário, pelo qual, os países desenvolvidos têm a obrigação de reduzir a emissão de gases de efeito estufa em pelo menos 5,2% em relação aos níveis de 1990, no período de 2008 a 2012.
A redução das emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O acordo impõe níveis diferenciados de redução, para trinta e oito países considerados os principais emissores de dióxido de carbono e de outros gases. O protocolo estimula a cooperação dos países com algumas ações básicas como:
· Reformar setores de energia e transporte visando o consumo racional;
· Promover o uso de fontes energéticas limpas (biocombustíveis, energia eólica, biomassa e solar);
· Eliminar mecanismos financeiros de mercados, inapropriados aos fins da convenção;
· Limitar as emissões de metano, presentes em sistemas de depósito de lixo orgânico;
· Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.
Se o Protocolo de Quioto for implantado com sucesso, estima-se que se deve reduzir a temperatura global entre 1,4ºC e 5,8ºC até 2100, entretanto, isto dependerá muito das negociações após o período de 2008/201.
A Participação de Alguns Países
Aos países da União Européia, foi estabelecida a redução de 8% com relação às emissões de gases de 1990. Para os Estados Unidos a meta estipulada foi de 7%,(porém este se ausentou do acordo), para o Japão a meta é de 6%, para a China e países em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e México, ainda não foram estabelecidos os níveis de redução.
Além da redução de gases, o Protocolo de Quioto ter sido uma medida tomada para a redução das emissões de gases poluentes, de ter como objetivo o bem estar dos cidadãos mundiais, ainda existem países que não acreditam que a emissão desses gases possa estar causando o aquecimento global. É o caso dos Estados Unidos que é um dos principais poluidores, ou seja, emissores de gases poluentes, e se retiraram do acordo em março de 2001, alegando que os compromissos assumidos interfeririam negativamente na economia americana.
Sumidouros de Carbono
Em julho de 2001, o protocolo de Quioto, foi referendado em Bonn, Alemanha, quando abrandou o cumprimento das metas previstas, através da criação dos sumidouros de carbono, que diz que os paíse4s que tivessem grandes áreas florestadas, que absorvem naturalmente o CO2, poderiam usar essas florestas como crédito, em troca do controle de suas emissões.
No entanto, devem-se fazer estudos apropriados sobre a quantidade de carbono que uma floresta é capaz de absorver, para que não haja super ou subvalorização dos valores pagos por meio dos créditos de carbono. Porém para Joanesburgo, esta proposta tornou-se inconsistente, pois a política deve ser “deixar de poluir” e não “poluir onde há florestas”, pois o saldo, desta forma, continuará negativo pra com o planeta.
Seqüestro de Carbono
A alta concentração de dióxido de carbono na atmosfera é responsável pelo efeito estufa e consequentemente o aumento da temperatura da Terra. Se essas emissões não diminuírem a média da temperatura da terra poderá aumentar de 1,5ºC a 4,5ºC, e o nível dos oceanos serão elevados de 60 cm a 1,5m, trazendo danos irreversíveis ao homem e a natureza.
O Seqüestro de Carbono deve-se a capacidade de plantas verdes absorverem o carbono atmosférico presente principalmente sob a forma de CO2 e converte-lo em substâncias úteis ao seu metabolismo, não retornando à atmosfera.
Uma política oficial dos Estados Unidos e da Austrália é o “Carbon Sequestration”, que trata de estocar o excesso de carbono, por longo prazo na biosfera, no subsolo e nos oceanos. Os projetos do D.O.E.s Office Science dos EUA são:
· Seqüestrar o carbono em repositórios subterrâneos;
· Melhorar o ciclo terrestre natural, através da remoção do CO2 da atmosfera;
· Seqüestro de carbono nos oceanos, através do aumento da dissolução do CO2 nas águas oceânicas;
· Sequenciamento de genoma de microorganismos para o gerenciamento do ciclo do carbono;
· Enviar milhares de mini-satélites (espelho) para refletir parte do sol, em média reduziria 1% do aquecimento terrestre.
O plano de seqüestro de carbono norte-americano já está em andamento e demonstra a preocupação dos céticos em ajudar a remover uma das causas do aquecimento global, a Austrália também possui um plano semelhante ao dos Estados Unidos.
Mesmo que as metas estabelecidas pelo Protocolo sejam insuficientes para conter as mudanças climáticas, a entrada em vigor deste instrumento legal é uma esperança de novos rumos a serem seguidos no desenvolvimento sustentável, provando que as regras de mercado podem e devem se adaptar à proteção ambiental. No atual momento da humanidade, não há como pensar em outro modelo de desenvolvimento que não seja sustentável.
O Brasil está longe de possuir um modelo de desenvolvimento sustentável, mas tem evoluído de forma significativa na dimensão ambiental, notadamente no que se refere a sua legislação.
O Protocolo de Quioto representa uma grande inovação no âmbito do Direito dos Tratados Internacionais, uma vez que é um dos primeiros instrumentos ambientais a contar com a participação conjunta de diversos países, da sociedade civil e de comunidades científicas.
Cristiane Gama
Fontes
AQUINO, A.R. in Análise de Sistemas de Gestão Ambiental. Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, 2007.
BRANCO, S. M., in O Meio Ambiente em Debate, Editora Moderna, 26 ed., São Paulo, 1997.
Agenda 21 – Sociedade Ecológica Amigos de Embu – junho/2006
www.ararcruzcelulose.com.br
www.apimecmg.com.br
A sociedade mundial da cegueira
Veja na íntegra o que diz o autor sobre a cegueira mundial.
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Especialização do conhecimento trouxe benefícios, mas nos faz ignorar outras dimensões e nos impede de ver a totalidade
O poeta Affonso Romano de Sant’Ana e o prêmio Nobel de literatura, o português José Saramago, fizeram da cegueira tema para críticas severas à sociedade atual, assentada sobre uma visão reducionista da realidade. Mostraram que há muitos presumidos videntes que são cegos e poucos cegos que são videntes.Hoje propala-se pomposamente que vivemos sob a sociedade do conhecimento, uma espécie de nova era das luzes. Efetivamente assim é. Conhecemos cada vez mais sobre cada vez menos. O conhecimento especializado colonizou todas as áreas do saber. O saber de um ano é maior que todo saber acumulado dos últimos 40 mil anos. Se por um lado isso traz inegáveis benefícios, por outro, nos faz ignorantes sobre tantas dimensões, colocando-nos escamas sobre os olhos e assim impedindo-nos de ver a totalidade.O que está em jogo hoje é a totalidade do destino humano e o futuro da biosfera. Objetivamente estamos pavimentando uma estrada que nos poderá conduzir ao abismo. Por que este fato brutal não está sendo visto pela maioria dos especialistas nem dos chefes de Estado nem da grande mídia que pretende projetar os cenários possíveis do futuro? Simplesmente porque, majoritariamente, se encontram enclausurados em seus saberes específicos nos quais são muito competentes mas que, por isso mesmo, se fazem cegos para os gritantes problemas globais.Quais dos grandes centros de análise mundial dos anos 60 previram a mudança climática dos anos 90? Que analistas econômicos com prêmio Nobel anteviram a crise econômico-financeira que devastou os países centrais em 2008? Todos eram eminentes especialistas no seu campo limitado, mas idiotizados nas questões fundamentais. Geralmente é assim: só vemos o que entendemos. Como os especialistas entendem apenas a mínima parte que estudam, acabam vendo apenas esta mínima parte, ficando cegos para o todo. Mudar este tipo de saber cartesiano desmontaria hábitos científicos consagrados e toda uma visão de mundo.É ilusória a independência dos territórios da física, da química, da biologia, da mecânica quântica e de outros. Todos os territórios e seus saberes são interdependentes, uma função do todo. Desta percepção nasceu a ciência do sistema Terra. Dela se derivou a teoria Gaia que não é tema da New Age; mas, resultado de minuciosa observação científica. Ela oferece a base para políticas globais de controle do aquecimento da Terra que, para sobreviver, tende a reduzir a biosfera e até o número dos organismos vivos, não excluídos os seres humanos.Emblemática foi a COP-15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague. Como a maioria na nossa cultura é refém do vezo da atomização dos saberes, o que predominou nos discursos dos chefes de Estado eram interesses parciais: taxas de carbono, níveis de aquecimento, cotas de investimento e outros dados parciais. A questão central era outra: que destino queremos para a totalidade que é a nossa Casa Comum? Que podemos fazer coletivamente para garantir as condições necessárias para Gaia continuar habitável por nós e por outros seres vivos?Esses são problemas globais que transcendem nosso paradigma de conhecimento especializado. A vida não cabe numa fórmula, nem o cuidado numa equação de cálculo. Para captar esse todo precisa-se de uma leitura sistêmica junto com a razão cordial e compassiva, pois é esta razão que nos move à ação.Temos que desenvolver urgentemente a capacidade de somar, de interagir, de religar, de repensar, de refazer o que foi desfeito e de inovar. Esse desafio se dirige a todos os especialistas para que se convençam de que a parte sem o todo não é parte. Da articulação de todos estes cacos de saber, redesenharemos o painel global da realidade a ser compreendida, amada e cuidada. Essa totalidade é o conteúdo principal da consciência planetária, esta sim, a era da luz maior que nos liberta da cegueira que nos aflige.
Fonte: www.akatu.org.br
